Uma abordagem transversal aplicada ao tratamento da Dependência Química

Apoiado na minha formação acadêmica em Psicologia, Pós-Graduado como Especialista em Saúde Pública, com larga experiência clínica, prática comprovada em atendimentos interdisciplinares em equipes multidisciplinares, ancorado na ampla experiência em atendimentos de dependentes químicos e seus familiares e com mais de seis anos de atuação no SUS (Sistema único de Saúde),entendo que a abordagem utilizada no tratamento de pacientes com Transtornos por Uso de Substâncias (TUS) deve ser ampla e complexa, assim como a própria patologia da saúde mental em questão.

Uma conceituação que aplico é a Psicoterapia Integrativa, pautado nas evidências dos resultados clínicos obtidos em meus atendimentos. Iniciei a construção da metodologia do Projeto Terapêutico Integrativo (PTI) com a formulação e proposição de um conjunto de ações para condutas terapêuticas a serem aplicadas no tratamento dos meus pacientes e, em específico, para o dependente químico e sua família.

A referência técnica e conceitual para este tipo de abordagem se encontra, principalmente, no PTS (Projeto Terapêutico Singular), geralmente indicado para situações complexas, bastante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) como recurso para o manejo de casos que estão sob a responsabilidade de uma equipe multidisciplinar que está inserida na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O PTI, como instrumento de trabalho, é uma maneira mais efetiva de atuar com a complexidade que existe nos casos cujos diagnósticos evidenciam o Uso Problemático de Substâncias Psicoativas (SPA) ou a Dependência Química (CID 10: F.10 ao F.19).

Esse método também pode ser utilizado para os demais comprometimentos da saúde mental, que englobam transtornos do humor, do comportamento e da personalidade. Desta forma:

“Lançar mão do maior número possível de estratégias clínicas e terapêuticas, cientificamente comprovadas, para o atendimento integral do indivíduo deve ser a meta de todo profissional da área da saúde.”
(Ivanildo de Andrade, agosto de 2017)

A minha motivação, para a utilização desta abordagem terapêutica, é alcançar boa evolução nas discussões dos casos clínicos, maior integração multidisciplinar, melhor percepção e valorização dos vários aspectos que constituem a integralidade do paciente, como também querer ir além da busca de um diagnóstico, o qual considero apenas uma das etapas do processo de busca da saúde, que é muito mais abrangente e complexo, tendo como ponto de vista o contexto biopsicossocial e espiritual do ser humano.

A seguir, as proposições do Projeto Terapêutico Integrativo (PTI), para o tratamento do dependente químico e pessoas que fazem o uso problemático de substâncias psicoativas (SPA):
• Gerenciar o caso: é necessária a compreensão do aspecto multifatorial do problema, o que pressupõe uma visão integral do ser humano adoecido e,assim, propor ações e condutas que atendam da forma mais assertiva possível às necessidades do paciente e de sua família
• Qualificar a demanda: avaliar o nível de criticidade do processo de adoecimento do paciente, com o objetivo de identificar a abordagem terapêutica mais adequada, podendo ser desde um acompanhamento ambulatorial até uma internação em local indicado pelo especialista
• Analisar os aspectos que integram o paciente a partir de uma visão biopsicossocial e espiritual
• Identificar questões emocionais e afetivas que interferem no humor e no comportamento do paciente
• Avaliar a necessidade ou não de uma avaliação psiquiátrica para dar contenção a possíveis sintomas indesejáveis como angústia, sofrimento psicológico, instabilidade emocional e oscilação do humor
• Conhecer a vida profissional do paciente
• Investigar sua vida familiar: história, dinâmica, vínculos, estrutura
• Saber sobre sua vida social e sua vida acadêmica (estudos)
• Promover a qualidade de vida do paciente
• Prevenir o agravamento da saúde do indivíduo (Ex. Tabagismo, sedentarismo)
• Incentivar a realização de atividades de vida diária mais saudáveis (esporte, lazer, cultura, interações sociais etc)
• Utilizar equipe multidisciplinar para dar maior sustentação às eventuais necessidades que poderão surgir durante o tratamento.
• Atuar, sempre pensando na interdisciplinaridade do atendimento, por se tratar de uma síndrome que provoca sérios comprometimentos à saúde integral do paciente
• Acompanhar o paciente durante todo o processo de tratamento
• Apoiar no processo de reinserção social
• Realizar, se necessário, o serviço de Acompanhante Terapêutico ( AT )
• Promover a assistência integral da família do paciente em atendimento, tanto presencialmente como também utilizando meios de comunicação como whatsapp, skype e facetime
• O tempo mínimo sugerido de acompanhamento é de 6 meses para que exista uma evolução da performance produtiva nas diversas áreas da vida do paciente e consequente melhora do prognóstico no processo de recuperação
Observação: Em casos de pacientes que apresentarem comprometimentos clínicos e de saúde mental mais severos será necessário um período inicial de desintoxicação, em local apropriado, para posterior inserção no processo psicoterapêutico integrativo. Nesses casos, o profissional indicará locais específicos que estejam dentro das conformidades para o tratamento do paciente.

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Ivanildo de Andrade
Psicólogo – CRP: 06/96867
Especialista em Saúde Pública e Dependência Química
(11) 98345-9854
ivanildodeandrade@gmail.com

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