Existem épocas do ano que são recheadas de festas: Natal, Ano Novo, Formaturas e tantas outras confraternizações; mas para algumas famílias é uma época de preocupação, a ideia de uma recaída, a incidência de um uso mais acentuado de drogas e o início ou a descoberta que seu filho(a) está usando drogas e, de repente, o mundo desmorona.

Como lidar com todas estas situações acima descritas? O que fazer? Há uma regra para lidar com isto? Não, não há uma regra específica, não tente encontrar culpados e querer descobrir os porquês disto estar acontecendo com a sua família. O uso de drogas nas famílias é mais comum do que você imagina, duas em cada três famílias no Brasil tem problemas com drogas. O mais importante é não entrar em pânico ou angústia, isto nada vai resolver ou ajudar, tire o foco da droga e, veja, realmente, o que está acontecendo com seu filho(a), não tente achar culpados mas, sim, visualize soluções. 

Ninguém tem fórmula mágica para resolver o uso e/ou abuso de drogas, quem afirmar isto estará mentindo. Você, PAI e/ou MÃE não se culpem, não queiram achar um bode expiatório e nem pensem que seu filho(a) é um problema, nada disto, comece a se imaginar no lugar dele(a) suas angústias, seus anseios, suas aflições, seus desejos, suas decepções, as crises e as afirmações da adolescência e, tenha em mente, que somente com muito diálogo e amor vocês encontrarão uma resposta para o que fazer…JUNTOS. 

Quais as condutas que adotar? Vamos começar com aquelas que não se deve fazer: discutir, brigar, agredir física ou verbalmente seu filho(a), expulsá-lo de casa, ou o contrário, prendê-lo em casa, não fazer comparações com outros filhos(as), seus ou de seus amigos e não pense que seja a solução interná-lo imediatamente após a descoberta do uso de drogas, somente 10% dos Dependentes Químicos necessitam de internamento.

E o que podemos fazer quando temos um filho(a) usando drogas? Serenidade e diálogo são cruciais para a situação de uso de drogas por um familiar, sem estes dois requisitos básicos, nada do que fizer irá adiantar. Compreenda o que seu filho(a) está passando; não dramatize a situação, ela já é difícil por si só; respeite as ideias e valores de sua filho(a); seja firme, porém, sem ser autoritário; frequente grupos de mútuo-ajuda (NA, AA, Amor-Exigente, Nar-Anon) e, caso necessário, procure ajuda de especialistas.

 Enfim, aceite as imperfeições suas e de seu filho(a), seja tolerante, paciente e sempre haja com amor, converse e abrace seu filho(a), esteja mais presente, não só fisicamente ou materialmente, mas, sim, espiritualmente, com o coração e com a alma.

Parceiros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *