São eles:

Temos o direito de sermos vistos como capazes de mudar, crescer, tornando-nos positivamente conectados à nossa comunidade, não importando o que fizemos no passado, em decorrência do nosso USO.

Temos o direito – assim como nossos familiares e amigos – de conhecer os muitos caminhos para a recuperação, a natureza do Transtorno pelo Uso de Substancias (TUS) e as barreiras à recuperação a longo prazo, sendo todas essas informações transmitidas de maneira que possamos entender.

– Temos o direito, seja buscando recuperação na comunidade, consultório médico, centro de tratamento, ou, enquanto encarcerados, de trabalharmos com um plano de Recuperação personalizado que possa definir nossas próprias metas de Recuperação, que seja projetado em bases precisas e informações claras sobre nosso estado de saúde, incluindo uma avaliação abrangente e holística.

– Temos o direito de escolher serviços que edifiquem nossos pontos fortes, tendo acesso a informações sobre a experiência, credenciais e eficácia desses prestadores de serviços e programas nos quais estamos buscando assistência.

Temos o direito de termos à disposição: organizações ou prestadores de serviços de saúde e social, que vejam positivamente nossa recuperação; de encontrar normas de segurança e saúde pública, que nos forneçam acesso rápido aos serviços onde sejamos tratados respeitosamente, e que entendam que nossa motivação está relacionada com o sucesso, acessando nossos pontos fortes, e que trabalhem conosco e com nossos familiares, para que encontremos um caminho para a Recuperação.

– Temos o direito de sermos considerados como mais que uma estatística, estereótipo, fator de risco, diagnóstico, rótulos ou unidades de patologia. Ficarmos livres da percepção social negativa que nos caracteriza como fracos ou moralmente imperfeitos. Se após recidiva, retornarmos ao nosso tratamento, devemos ser tratados com dignidade e respeito ao nosso esforço contínuo para alcançarmos a Recuperação a longo prazo

– Temos o direito a sistema de saúde e de serviço social que identifiquem as necessidades e reconheçam os pontos fortes das pessoas com TUS, para oferecerem soluções coordenadas, baseadas nos esforços para a Recuperação respeitosa e honrada de cada uma delas, segundo suas crenças e cultura.Esse suporte pode contemplar a introdução às práticas religiosas, as comunidades em recuperação, o envolvimento de nossas famílias, redes de parentesco e grupos indígenas como parte das nossas experiências de tratamento.

– Temos o direito à representação política que remova barreira à educação, habitação e oportunidades de emprego, uma vez que não estamos mais fazendo uso abusivo de álcool e outras drogas, e estamos a caminho da Recuperação

– Temos o direito a cuidados respeitosos e não discriminatórios por parte dos médicos e outros provedores de cuidados de saúde, além de receber serviços equivalentes aos dados às pessoas que tenham qualquer doença crônica, com os mesmos recursos, copagamentos, benefícios do seguro de vida, e cobertura de catástrofes no plano de saúde, medicare, ou hospitais conveniados. O critério de cuidado adequado deve ser acordado exclusivamente entre nossos provedores de cuidado de saúde e nós mesmos; deve refletir a severidade, complexidade e duração da nossa doença e providenciar uma oportunidade que seja razoável de manutenção da nossa Recuperação.

Temos o direito ao tratamento e apoio à Recuperação enquanto estivermos sob a tutela da Justiça Criminal, e recuperar o nosso lugar e nossos direitos na sociedade, uma vez que já tenhamos cumprido nossas sentenças.

Temos o direito de falar publicamente sobre nossa Recuperação para deixar que outros saibam que Recuperação a longo prazo é uma realidade.

Parceiros

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *