Maradona: um homem que poderia ter conquistado muito mais

A notícia da morte de Maradona entristeceu o mundo.

O comentarista Walter Casagrande não escondeu a emoção e chorou ao vivo ao falar da morte do craque, do passado dos dois e o envolvimento com a dependência química de ambos. “Joguei na mesma época que ele na Itália. Sempre tive essa preocupação com o problema da dependência química, que eu também tenho e me tratei”, contou o ex-jogador.

Sessenta anos é pouco tempo para abandonar o time e sair de campo.

Genial, polêmico, irreverente, amado e respeitado pelas torcidas de todo o mundo.

Em meio a tantas vitórias diante de gigantes, apenas um inimigo ele não conseguiu driblar.

Apenas um. Mas a derrota de Maradona foi fatal.

A Revista Dependência Química & Saúde Mental lamenta a morte de Maradona, o craque, o gênio, o homem que conquistou muitas vitórias, mas que poderia ter alcançado muito mais.

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2 comentários em “Maradona: um homem que poderia ter conquistado muito mais”

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    O especialista do Hospital do Coração lembra que, independente da substância ingerida ou utilizada pelo ex-jogador, que era fã de charutos cubanos e não negava seu vício em cocaína, de alguma maneira elas afetaram, inclusive, seu rendimento nos campos. — Qualquer droga, como cocaína, maconha, ou as lícitas, como energéticos e anabolizantes, pode modificar a performance do atleta, variando pela quantidade, tipo de substância. O que sabe é que ele tinha uma dependência química muito grande de drogas lícitas e ilícitas, como cocaína e álcool, pelo que se lê na imprensa. Isso provocou uma miocardiopatia dilatada, quando o músculo do coração perde a força e aumenta de tamanho. Então ele fica com o coração grande, um “coração de boi”, e perde a força. É uma situação que se pensa em transplante cardíaco, o que geralmente não se usa em caso de dependentes químicos. Chama de edema agudo de pulmão, quando o coração não consegue bombear o sangue para a circulação de forma eficiente. O sangue se acumula no pulmão. É uma complicação final de uma doença grave chamada insuficiência cardíaca, uma doença que ele já tinha há anos. O coração dele não tinha força para bombear sangue com eficiência para o corpo. Por exemplo, o anabolizante não é proibido, é um remédio. Todavia, se usado em ciclo de dois meses, pode levar ao deterioramento do músculo cardíaco, aumento da pressão, entre outras lesões pelo organismo. Sou dependente químico, abstêmio há 3 anos, autor do livro “Pedras no caminho – Relatos de dependentes químicos”.

  2. Avatar

    Muito bom o texto, breve, consiso e consequentemente um alerta a todos.
    Parabéns por ter se pronunciado.
    Precisamos de reforço cultural e está revista veio pra isso.
    Deus abençoe os envolvidos.
    Força, fé e alegria!!

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