O isolamento social, as incertezas, preocupações, dificuldades financeiras e de convívio, causadas pela pandemia, podem contribuir para o aumento da ansiedade, angústia, preocupações, abuso de álcool, tabaco e outras drogas. O consumo excessivo dessas substâncias pode levar à dependência química, enfraquecer as defesas do sistema imunológico, favorecer o aparecimento de diversas doenças, aumentar as chances de contaminação e manifestação da COVID-19 e, dos casos de violência doméstica.

Para pessoas que se trataram da dependência e estão abstêmias há algum tempo, o impacto das mudanças decorrentes da pandemia e a falta das reuniões de grupos de apoio podem aumentar a insegurança e elevar os riscos de recaída. É preciso estar atendo aos sinais de perigos. Pensar em cada situação de risco, imaginar-se em cada uma delas e planejar três estratégias de enfrentamento para cada uma.

Para prevenir a recaída:

Imagine, por exemplo, uma situação qualquer: Em casa, irritado, com medo do futuro, pensando em beber ou usar outras drogas para aliviar a ansiedade ou angústia.

Escreva em um papel, no celular ou computador todos os males que o álcool ou outras drogas já lhe causaram (acidentes, brigas, perda de emprego, conflitos familiares, gastos excessivos, problemas de saúde, quedas, perda da carteira de habilitação, multas, etc.).

Planeje e escreva pelo menos três estratégias para lidar com pensamentos autossabotadores. Ex: “Vou beber ou usar só hoje, depois eu paro.” Você sabe que isto é mentira. Você já fez isso antes e nunca deu certo. Não se iluda! “Vou provar só um pouquinho para ver o que acontece”. Você sabe bem o que acontece. O cérebro irá reconhecer a substância e irá despertar o desejo de doses cada vez maiores. Não lute contra esses pensamentos. Aceite-os. Analise cada um e dê uma resposta racional para cada um deles.

Escreva suas estratégias.

1ª.) Conte com seus recursos próprios. O que você irá fazer para resistir a estes pensamentos? Ex.: utilizar técnicas de controle da ansiedade, fazer uma prece, tomar um banho, fazer um relaxamento ou uma atividade física, etc.

2ª.) Se, mesmo fazendo tudo o que conhece, no passo 1, não conseguir aliviar o desejo, anote as pessoas com quem você pode contar nesse momento. Falar com franqueza e pedir ajuda: cônjuge, família, amigos, padrinhos de grupos de apoio, líderes religiosos, etc..

3ª.) Caso não consiga resolver a questão nos passos 1 e 2, consulte as instituições saúde. Fale com seu psicólogo, consulte seu médico sobre medicações para momentos críticos, procure uma emergência médica.

Qualquer um está sujeitos aos riscos, preocupações e incertezas. Quanto mais sóbrio você enfrentar a crise, mais autoconfiante e fortalecido sairá da crise.

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1 comentário em “HAJA O QUE HOUVER, FIQUE SÓBRIO!”

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