Espiritualidade diz respeito ao que é espiritual, sobre aquilo que envolve mais do que a matéria. Você e eu somos de natureza espiritual.    Ao pensar sobre isso, entendemos há algo mais a se buscar além do que é aparente, do que é visível e palpável. 

Pense sobre amar.  Não é material, nem mesmo podemos apalpar.  As vezes quase impossível de descrever no jogo das palavras, mas com certeza podemos experimentar e, como somos carentes de um bom amor.

A melhor maneira de falar sobre amor, é por ações.  Então dizemos que amar é doar-se, buscar o bem do outro, entregar-se ao outro, fazer o outro feliz, sorrir com o sorriso do outro, chorar com a dor do outro.  Percebe, observamos e sentimos o que é amor, mas pouco mesmo conseguimos descrever como uma forma definitiva.

Não definir, entenda, traduzir em uma definição clara e objetiva, não significa que não é real nem verdadeiro.  Você e eu sabemos como as vezes o amar pode ser enganoso, fraco, ou um porto seguro.   O amor é de natureza espiritual.  Amamos porque somos espirituais.

Espiritualidade é da mesma dimensão.  Não podemos fazer uma definição fechada, absoluta, mas sabemos, sentimos, carecemos e buscamos. 

Nessa espaço vamos conversar sobre elementos que envolvem o tema da espiritualidade, sem tentar fechar uma definição, pelo contrário, perceber como ela acontece nas relações familiares, como ela nos ajuda em lutas, como ela pode ser fortalecida em dias de fraqueza e como o descuido com este aspecto  tão importante, nos torna frágeis, fracos e carentes.

Como você tem lidado com sua espiritualidade?  Onde tem buscado alimentar-se?

Eis nossa caminhada, espiritualidade e família, um desafios para conhecer, crescer e desfrutar de dias de paz e tranquioll9idade com aqueles que amamos!

 

 

Apesar de tantas perseguições, divisões e muitas heresias destruidoras e do grande progresso tecnológico e científico, a igreja de Cristo continua viva e forte no mundo de hoje. A verdade é que milhões de pessoas estão se convertendo a Cristo anualmente em todo o mundo, especialmente no Brasil. Apesar disso, as lutas externas e internas da igreja são inúmeras. Dentre os diversos problemas que afligem a igreja de hoje destaca-se a onda do “cristianismo sem igreja”.

Na realidade, algumas das tendências contemporâneas da sociedade atual têm contribuído para a elaboração de um “cristianismo diferente”, isto é, um cristianismo de massa, despersonalizado e individualista. Essa nova tendência tem contribuído para produzir um cristianismo sem igreja. Vamos analisar algumas das características desse desequilíbrio:

 

1)      Rejeição da cruz. Há uma certa tendência de estabelecer a oposição entre a pessoa de Deus e o sofrimento. Todo sofrimento e sacrifício pessoal é rejeitado por muita gente que se diz cristã. Em grande parte do mundo evangélico existe uma “busca frenética de felicidade imediata”. Como dizem alguns: “Quem tem Jesus não sofre mais”. Por essa razão, muitos fogem da igreja, pois querem evitar sofrimento. O desafio da comunhão com o próximo implica em sofrimento!

 

2)      Espiritualidade individualista. Grande parte da espiritualidade de hoje é voltada principalmente para as experiências individuais e emocionais. Para muitos a intensidade da experiência espiritual individual prova que a ação de Deus foi mais poderosa. Perdoar o outro, aumentar o salário da empregada, ser um cidadão politicamente responsável não são vistos como marcas espiritualidade; por outro lado, sentir arrepios na coluna, paz no coração, gritar no louvor, desmaiar de tanto poder, etc., são sinais de grande espiritualidade. Essa visão narcisista vê o irmão em Cristo como alguém que pode “atrapalhar” a “espiritualidade profunda”, pois Deus só é encontrado na individualidade e na experiência sensorial intensa.

 

3)      Rejeição de autoridade. Há gente que não quer fazer parte da igreja, por não aceitar submeter-se a nenhuma autoridade. Muitas são as pessoas que não querem prestar contas da vida a ninguém. Só procuram alguém que aceite sua maneira de pensar. São pessoas muito críticas, que só não criticam a si mesmas. Sentem-se donas da verdade, sendo escravos de seus próprios interesses pessoais.

 

4)      Consumismo da Fé. Muitos hoje vêem a igreja, e o próprio evangelho, como uma mercadoria a ser consumida. Não têm compromisso e procuram igrejas como um cliente. Em alguns casos, há aqueles que costumam freqüentar diversas igrejas. Numa “consomem” a boa mensagem do culto. Noutra “compram” o louvor mais “animado”, e ainda numa terceira “desfrutam” da escola bíblica para adquirir mais informações. Tais pessoas não se vêem como servos que devem doar-se para o Reino. Querem apenas ser agradadas. Não enxergam o conceito de corpo, de coletividade; não podem ver que a obra de Deus é sustentada pelo esforço de todos.

 

O Novo Testamento é claro quando afirma a necessidade da igreja local, expressão concreta da igreja universal. A epístola aos Efésios e as pastorais são textos que falam com profundidade da igreja e devem ser estudadas com muita atenção. Os escritos neotestamentários enfatizam a igreja enquanto reunião dos salvos em Cristo. Juntos adoram a Deus, estudam sua Palavra, edificam-se, proclamam a salvação, desenvolvem seus dons e manifestam o amor ao próximo.

Do ponto de vista de Deus, o cristão sem igreja é um herege. A oração cristã por excelência é o “Pai Nosso” e não o “Pai Meu”. O próprio Jesus enfatizou a importância do grupo (Mt 18.19-20) quando afirmou que está presente entre “dois ou três reunidos em seu nome”. Como é possível perdoar o outro se me isolo? Como posso desenvolver o meu dom espiritual sozinho? Como fazer missões sem a comunidade da fé? Como crescer espiritualmente sem fazer parte de uma igreja? Cristão sem igreja é um absurdo! A verdade é que por trás de uma crítica feroz contra a Igreja escondem-se a avareza, a arrogância, o ódio, a insubmissão, a falta de perdão, o comodismo, a frieza espiritual ou algum pecado oculto.

 

“… Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.” Hebreus 10:25 (NVI).

 

(Luiz Sayão)

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1 comentário em “Espiritualidade e Família”

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