Quanto vale sua Família? Não há como estabelecer um valor numérico, mesmo num mundo quantitativo, onde o “ter” é mais importante que o “ser”, não há critério ou pesquisa alguma para afirmar que sua família tem este ou aquele valor, o que existe são valores patrimoniais, números nos papéis…mas como podemos quantificar um abraço, uma benção de boa-noite, os “Painhe” e Manhe” bradados pelos filhos quando necessitam de algo, as gargalhadas intermináveis, o primeiro passo, a primeira palavra e tantos outros primeiros e segundos momentos guardados na eternidade de nossas mentes e corações. Então, num piscar de olhos, chega a adolescência, o período de afirmação, o mundo se descortinando, novas amizades, novas experiências e dentre elas a possibilidade de outras sensações com as drogas. O que fazer? Como agir?

Num primeiro momento vamos nos situar através de dicas quando não há a dependência química ou somente o uso inicial das drogas:

1-) Seja um exemplo para seus filhos, não consuma álcool e drogas e, em isto ocorrendo, NUNCA na frente deles e procure ajuda;
2-) Converse honestamente com eles, escute-os e trate de entendê-los;
3-) Controle suas emoções quando falar com seus filhos, mantenha a cabeça fria, fale tranquilamente, tenha paciência e seja tolerante;
4-) Fale com seus filhos sobre interesses que tenham em comum, dê seu tempo para conhecer seus passatempos e do que gosta;
5-) Construa uma relação aberta e de confiança com seus filhos, mantenha os vínculos e defina seus limites;
6-) Envolva-se em atividades extra-curriculares com eles para criar mútua confiança;
7-) Reconheça seus êxitos, tanto grandes como pequenos;
😎Trabalhem juntos para superar algum problema, o que pode fazer para ajudá-lo e como ele se sente;
9-) Permita que seus filhos tenham um grau de independência de acordo com a idade, ensine com isto o sentido de responsabilidade e o equilíbrio entre controle e liberdade.


Mas e quando o familiar já é um dependente químico ou está abusando das drogas? Como lidar com os sentimentos e a realidade imaginária que devasta o usuário de drogas?


10-) Informe-se, conheça o fenômeno das drogas, aprenda tudo o que puder sobre drogas lícitas e ilícitas, seus efeitos, consequências pois se não conhecer o assunto das drogas as chances de um diálogo ficam cada vez mais distantes;
11-) Não crie um clima de guerra, não seja autoritário mas não perca a autoridade;
12-) Não culpe a você ou a ninguém sobre o que está acontecendo, a adicção é uma doença incurável, mas pode ser tratada, e o melhor remédio é o amor e o respeito com o dependente químico;
13-) Aproveite a oportunidade para todos os envolvidos sanarem seus ressentimentos, ninguém é culpado desta situação que não é normal, portanto não seja anormal com os outros;
14-) Saiba que depois de um tratamento a vida do dependente químico em recuperação, muitas vezes, ainda é desorganizada, ajude-o a recompor a sua auto-estima e aja no tempo dele de fazer as coisas, desde que estejam sendo feitas;
15-) Nunca exponha o DQ a situações/fatores de risco, saiba identificar os sinalizadores de risco para evitar a recaída, e, se isto ocorrer, errou, corrija a falha, aprenda e acerte melhorando;
16-) Estabeleça limites, regras, horários, serviços de casa e cobre suas atividades sem ser fiscalizatório ou como um policiamento, mas sim, de maneira reflexiva que o conduza a responsabilidade e aos valores domiciliares e sociais.

Portanto, sempre estenda a mão para o adicto, estando ou não em recuperação, se está ou não no fundo do poço, no lamaçal desencaminhante das drogas, pois a compreensão, a paciência, o diálogo e o AMOR são aliados imprescindíveis para e com a Família.

Quero agradecer a parceria firmada com o artista plástico EPAMINONDAS DALTRO JR, brasileiríssimo de Corumbá que a partir desta matéria nos proporcionará sua arte e talento nas imagens que compõe a matéria.

Matéria publicada na coluna “Vamos falar sobre Drogas?” do jornal on-line Paraná Portal em 28/02/2015.

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