O uso e abuso de Álcool e outras Drogas é uma realidade que preocupa pessoas em diversos setores da sociedade, devido aos prejuízos físicos e psicológicos indesejados vividos por aqueles que consomem e também os que convivem com pessoas que desenvolvem o Transtorno por Uso de Substâncias – TUS.

Mas não é de hoje que o homem se relaciona com o consumo de drogas. Na história da humanidade esse relacionamento possui registros desde tempos muito distantes. Provavelmente mesmo antes das primeiras civilizações.

Dessa forma, para falar sobre esse fértil assunto e sua relação com diversos aspectos da vida, é quase que impossível não pensar nessa linha do tempo que amplia o olhar sobre o mesmo, tanto para interessados pelo tema, quanto para aqueles que buscam ajuda.

Drogas são substancias que agem diretamente no cérebro, alterando a comunicação entre os neurônios, produzindo diversos efeitos de acordo com o tipo de droga e áreas específicas como o sistema de recompensa cerebral, responsável pela regulação das emoções e do comportamento.  Estas podem ser classificadas em 3 tipos, sendo como: depressoras (álcool), estimuladoras (cocaína, anfetamina, nicotina) e perturbadoras (maconha).

Os usuários recebem estímulos através dos órgãos dos sentidos, uma mensagem é enviada ao cérebro, que por sua vez processa essas informações, interpreta, elabora, memoriza e associa com as emoções. Esse processo ocorre em milésimos de segundos. 

Nesse momento, passamos por uma pandemia causada pelo corona vírus, em que tivemos que nos adaptar a uma nova realidade. Ficar em casa em quarentena pareceu simples nos primeiros dias, porém com o passar do tempo tivemos que olhar para situações que antes estavam esquecidas na rotina de trabalho, estudo, entre outras. 

As respostas emocionais frente ao convívio diário, sendo este muito mais próximo do que de costume, aumentou o nível de estresse das pessoas, e consequentemente o aumento de substâncias que anestesiam esses momentos, tais como remédios ansiolíticos/antidepressivos, drogas e álcool.

Portanto, mais do que nunca, se faz necessária a atenção a saúde mental em tempos de pandemia, algumas dicas valiosas podem ajudar nesse momento de confinamento:

  1. O cuidado com o excesso de informações; buscar uma fonte confiável de informações é necessário, pois o excesso e as contradições entre elas podem gerar ainda mais dúvidas e consequentemente medo e ansiedade.
  2. Manter uma rotina saudável e sustentável, manter horários para alimentação, preparar sua própria comida, evitar alimentos prontos, gordurosos e com muito açúcar. Escolher exercícios físicos de acordo com a sua possibilidade e escolher um momento do dia para praticá-los.
  3. Novas formas de lazer em família além dos filmes e séries, dando espaço para momentos juntos com criatividade e interatividade.
  4. Manter contato com os amigos, chamadas de vídeo com pessoas importantes para você.
  5. Organização na rotina de trabalho. Ao se levantar, tirar o pijama e se organizar como se fosse ir trabalhar normalmente, com início, meio e fim da jornada de trabalho.
  6. Faça terapia! Nesse caso via chamada de vídeo. E se possível mantenha-a mesmo após o período de pandemia.

E por fim, faça uma auto análise. Sobre o consumo de álcool ou outras drogas, tenho percebido o aumento do meu consumo? 

E isso tem gerado desconforto ou conflitos entre os meus familiares? 

Recebo         comentários de      pessoas       próximas      sobre a           modificação deste comportamento?

Se sim, tenho outras formas mais saudáveis de buscar esse alívio?

Tenho alguém com que eu possa conversar sobre?

Caso tenha dúvidas sobre o seu comportamento em relação a essas questões não hesite em pedir ajuda profissional, você não precisa passar por isso sozinho.

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