Segundo Ronaldo Laranjeira e Ilana Pinsky (2005,), a dependência química é uma doença crônica que atinge a parte física e psicológica do usuário.

                  É o consumo frequente, obsessivo e compulsivo, destinado a evitação de sintomas de abstinência e acompanhado por problemas físicos, psicológicos e sociais. “Começa como uma escolha, torna-se um hábito e depois uma necessidade. ”(Analice Gigliotti e Ângela Guimarães, 2007).

                  A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) entende que as emoções e comportamentos são influenciados pela percepção dos eventos, não sendo uma situação por si só que determina o que as pessoas sentem, mas, antes, o modo como elas interpretam a situação (Aaron Beck, 1997).

                   Esta técnica psicoterápica caracteriza-se por ser breve, estruturada, colaborativa, educativa e orientada para o presente. Nessa perspectiva, visa modificar pensamentos e comportamentos, proporcionando alívio sintomático e modificação duradoura de comportamentos relacionados ao uso de substâncias psicoativas (Bernard Rangé, 2001).

                   A Terapia Cognitiva Comportamental é versátil na sua forma de utilização: pode ser aplicada individualmente, em grupo, com casais ou com famílias. Além disso, populações com diferentes níveis educacionais, renda, idade e origem cultural adaptam-se ao tratamento com a TCC. (B. Rangé, 2001).

                   No que se refere ao tratamento de pessoas com problemas pelo uso de substâncias psicoativas, as seguintes vantagens da TCC merecem destaque; pode ser usada juntamente com grupos tipo A.A. (Alcoólicos Anônimos) ou NA (Narcóticos Anônimos) “Grupos de 12 Passos”, pode ser usada associada ao tratamento farmacológico e é bem indicada em casos de comorbidade. (B. Rangé, 2001).

                   Os Grupos de Mútua Ajuda (GMA) têm a sua base em A.A., uma irmandade mundial, formada em 10 de junho de 1935, nos EUA, que tem como propósito primordial levar a mensagem através da palavra, isto é, através de depoimentos pessoais, de um membro para outro membro (exceto os Grupos de Amor-Exigente, onde a dinâmica são os princípios).

                   Os princípios utilizados nos GMA, na forma em que se conhecem hoje, foram tomados emprestados principalmente das áreas da religião e da medicina, embora algumas das ideias às quais eventualmente levaram ao êxito, resultaram da observação do comportamento e das necessidades da própria Irmandade (Alcoólicos Anônimos, 1994).

                   É nesse caminho que os recursos para ajudar os dependentes na busca da abstinência oferecidos pela TCC e pelos GMA, identificam convergências, similaridades e particularidades para funcionamento do conjunto das duas técnicas.    

                  A TCC e os GMA são complementares, pois as mudanças terapêuticas são alcançadas com as mudanças dos modos disfuncionais do pensamento e comportamento, práticas utilizadas por ambos os métodos (Roberto Banaco, 2001). As semelhanças são contundentes, pois acessam o treinamento de novas habilidades sociais para superar problemas que envolvem dependências e perturbações de ordem psicológica.    

  Esperdião Ferreira – Psicólogo Clínico – (11) 981213920

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