A libertação da codependência

O termo codependência, que nasceu na década de 50, nos Estados Unidos, mais especificamente para designar as esposas de alcoolistas nos grupos Al-Anon, ainda está em construção e podemos encontrar diversos conceitos na literatura internacional. Usado para caracterizar o impacto que os familiares de usuários de substâncias psicoativas sofrem, não se relaciona somente com estas vivências, mas também com situações de abandono, negligência, rejeição, falta de afetividade, presença de abusos, violência intrafamiliar, falta de harmonia familiar, convivência com pais usuários de substâncias psicoativas, entre outras experiências hostis, que podem levar o indivíduo a desenvolver o padrão relacional codependente que, por sua vez, traz uma série de emoções, sentimentos e comportamentos que o caracterizam.

Porém, mais do que conceituar, é importante acolher as vivências relatadas pelas milhares de pessoas que sofrem com a codependência e apontar caminhos que estudos e experiências vem demonstrando como eficazes nas mudanças comportamentais necessárias para experiências relacionais saudáveis.

Cientes de sua origem, de seu conceito e, principalmente das dificuldades que este padrão originário da infância deflagra nas vivências adultas, seja nas relações entre parceiros afetivos, pais, mães, filhos, avós, irmãos ou amigos íntimos, podemos iniciar o processo de libertação dos padrões codependentes, que passa pelo autoconhecimento, pelo conhecimento dos padrões familiares, pela autoaceitação e pelo planejamento de autocuidados e reconstrução de autoestima.

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